segunda-feira, 27 de abril de 2009


A posse do Dono


O primeiro encontro real, a primeira sessão, a descoberta da química da pele, do cheiro, do suor, da saliva ... a isso chamo de encoleiramento.
Já usei coleiras virtuais e o resultado foi óbvio: deu em nada. Por isso, nada de coleirinha no meu nick antes de saber qual o sabor do Dono.

Seis da tarde e a gente se olhando com aquela cara de "e agora?", mas nada que um longo beijo não tenha resolvido rapidinho.
Mais beijos, uns amassos, um cigarro, uma comidinha ... nada convencional, nada planejado, nada de Manual de Encoleiramento de Cadelas à ser seguido.

Encoleiramento pouco ortodoxo?
Rsss ... ortodoxo, para mim, só o que consta em caixa de Maizena.
Para Ele também .... instinto, vontade, liberdade de criar uma relação D/s nossa, com a nossa cara, o nosso jeito. Liberdade para encoleirar e ser encoleirada com um ritual somente nosso, livre de regras obsoletas e liturgias intermináveis. Liturgias que, aliás, roubam o tempo da satisfação dos desejos, do tesão de possuir e ser possuída, de tomar posse e se transformar em propriedade.

Encoleiramento

Olhando aquele homem enorme, cara de bravo mas sorriso fácil, ocupando quase a cama inteira, resolvi que o único tempo que ficaria longe dele seria o daqueles minutos necessários para apimentar o desejo do Dono.
"Catei minhas coisinhas" e disse a Ele: já volto. Cinco minutos no banheiro e estava de volta, devidamente vestida (o que ele amou) com o "uniforme matador" de sub pronta para ser encoleirada: corset, calcinha fio dental, meias 7/8, um salto altíssimo e algumas gotinhas do J'Adore da Dior em "pontos estratégicos".

Primeira frase do Dono: que tesão de mulher! E o meu tesão já nas alturas.

Não posso, ou melhor, não quero contar como foi, porque foi nosso.
Mas, se resolvesse contar, não caberia aqui: um encoleiramento que durou 8 horas inteirinhas, com pequenos intervalos para respirar e fumar um cigarro.

O que não posso deixar de dizer é: delícia de encoleiramento, delícia de Dono.
Nesses anos todos, me senti pela primeira vez cadela de verdade. Senti de verdade (e gritava alto enquanto Ele usava sua cadela) que sou exatamente o que todas escrevem mas a maioria não sabe o que é: a cadela Dele, a puta, a vadia, o briquedinho ... gritava alto e pedia mais.

Ele ria, parava, judiava da cadela no cio, voltava e, entre gozos, palmadas, mordidas, chibatadas e beijos foram-se 8 horas.
Adormecemos ás 3hs da manhã. Ás 6hs lá estava Ele novamente usando a cadela que agora Lhe pertence ... tesão sem fim.

Sai da cama ás 8hs, quietinha para não acordá-lo e me olhei no espelho do banheiro: aquela cara de quem não dormiu, os cabelos emaranhados de tanto serem puxados, a bunda marcada e ainda ardendo daquela mão pesada e precisa, da chibata, das mordidas ... o corpo doido de tanto ... deixa para lá ...

Mas no espelho vi também a cara da vadia satisfeita, da mulher saciada, da cadela plena e feliz por pertencer àquele homem que tortura e dá prazer na mesma medida. Daquele homem que bate e beija, que ordena e faz sorrir, que usa na mesma medida sua mão forte para bater e seus braços enormes para aconchegar.

15h30, Ele já se foi. Mas comigo deixou um sorriso no rosto, o corpo mordido e dolorido, a bunda marcada, Seu cheiro, Seu suor, Seu sabor e a coleira invisível aos olhos, mas gravada no corpo, no coração e na alma.

E eu aqui, digitando e relembrando, digitando e me molhando, digitando e passando a língua nos lábios, louca pelo próximo encontro que virá em muito breve.

Feliz como nunca por te pertencer, Sr. Meister.
Feliz por ter saciado Teus desejos e pela certeza de ser Tua única cadela.

{kalíope}_Sr. Meister

23/04/2009

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